Existem momentos em nossas vidas que por mais que não estejamos querendo magoar as pessoas, acabamos o fazendo.
Não porque queremos, mas pelo simples fato de pensar em nós mesmos primeiro, isso é um fato incontestável, como podemos amar ao próximo como amamos a nós mesmos, quando acabamos por nos limitar de certos prazeres, alegrias e sonhos por causa de terceiros.
Acredito sim que as pessoas entram em nossas vidas com algum propósito, podem fazer parte de nossa vida por um tempo ou pra sempre, nos ensinam com suas experiências e com seus próprios erros a enfrentarmos a vida a melhorarmos, e por algum motivo elas saem de nossas vidas também por vontade própria ou porque não se encaixam mais, deixaram de ser a pessoa que nos põe pra frente e começaram, às vezes sem querem, a nos afundar, temos então a difícil decisão de afundar junto com elas e sua tristeza ou de deixá-las seguirem em frente ao lado de pessoas que possam ajudá-la a levantar quando não podemos mais interceder por elas.
Sabemos que quando estamos junto a alguém fazemos o máximo para que esta pessoa aprenda conosco cresça pessoal e profissionalmente, para que seja realizada em todos os sentidos, mas algumas pessoas simplesmente estacionam em certo momento da vida e não querem mais crescer, acomodam-se na inércia de seu presente e não aceitam o futuro como conseqüência da vida.
O que eu não consigo, é conviver com pena de alguém, não deixando esta pessoa crescer com os próprios erros, esperando as vezes que esta pessoa mude ou melhore e vendo que após algum tempo isso não muda, não melhora, isso porque para melhorar ou mudar é preciso querer.
Todo mal pelo qual passamos sempre tem um propósito faz parte de um plano maior de um futuro entendimento de fatos ocorridos no passado.